Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E podemos passar o dia inteiro sem trocar uma só palavra mas, quando me deito, é você quem eu encontro em mim. Em cada parte. E mesmo que eu passe o dia inteiro negando a falta que você me faz ou tentando me fazer acreditar que estou melhor sem você, quando a noite chega, eu só espero escutar a tua voz me chamando de “amor” ou pedindo para que eu te coloque pra dormir. Porque, não importa o quanto eu negue ou tente evitar, meu coração chama por você.
Casa comigo? pode ser de mentirinha, não ligo.
Ultimamente andam me forçando a falar, a me abrir, a me expor mais.
Ah, que gente sem noção! Não sabem o quão difícil é pronunciar uma palavra sequer quando o assunto sou eu.
Sou egocêntrica e orgulhosa, assim, eu e eu, e nada mais.
Hoje, como tem sido nas últimas semanas, tremi, suei frio, mas falei um pouco, pra todos ouvirem. Ficou aquele silêncio no auditório, pouco mais de 30 pessoas em um círculo, demorei uns 5 segundos pra conseguir dizer a primeira palavra, com todos os meus colegas me encarando, esperando uma resposta.
- “Quais são os teus defeitos?”
- “… … Eu sou muito nervosa e, não convivo bem com o “não”. Me sinto mal por isso. Guardo muito os meus sentimentos, todos eles, e fico mal por isso também.
— Bruna Almeida (Se me entender, me explique)
E de repente fica frio. Em todos os sentidos.
Eu amo você oito dias por semana.
— Eu quero casar com você, ter filhos, envelhecer ao seu lado.
— Quer começar jantando hoje?
— Calma, não me pressione.
Engraçado que na hora da saudade, os bons momentos são os únicos que vem a minha cabeça.
Tem sempre alguém para estragar o dia da gente, senão a vida.
Lembro de quando me disse que não seria nada fácil, e naquele momento me deu tanta vontade de pegar a sua mão e dizer que eu estava pronta para enfrentar o difícil junto contigo.