Maduh Machado
"O problema é que eu fui apenas um parágrafo da sua história, enquanto você foi meu livro inteiro." (Thiara Macedo)
Virei uma caçadora de você.
Oi, estou aqui agarrada naquele meu moletom. Sim, aquele com o seu perfume. Não canso de senti-lo, sabia? É como se sentir o seu cheiro te trouxesse por alguns segundos pra mais perto de mim. É triste quando abro meus olhos e não te vejo aqui. Mas de imediato trato de por a mão em meu coração e lá encontro você. Sua presença aqui comigo só não é física, porque de resto em todos os cantos e de todas as formas você está.
Amanda Silva (via r-efuse)
Sempre tive tendências suicidas. Meu pai dizia que desde bem pequena gostava de fazer coisas bem perigosas, apoiar a almofada do quarto na grade de cordas que protegia a janela e encostada ali ler um bom livro durante horas, andar em cima de muros como se andasse em solo firme cantarolando alguma linda canção, debruçar nas janelas deixando mais de meio corpo para fora achando graça e gargalhando alto, se esticar todinha para fora da janela do carro em alta velocidade na estrada de Brasília só pra sentir o vento entrando pelos olhos, boca e ouvidos, apostar que poderia ir e voltar três vezes mergulhando na piscina do sitio, tarefa praticamente impossível, mas que sempre executava com perfeição e ao final do grande feito saia se gabando como se tivesse ganhado o universo.
Nunca tive medo de morrer, talvez seja porque sempre tive fascínio pela liberdade e infelizmente a própria condição humana nos coloca dentro de um corpo limitado, que por sua vez vive em uma sociedade mais limitada ainda, por não saber conviver com as diferenças. Sempre achei que a liberdade tinha a ver com o fato de entender e aceitar o outro. Vivemos olhando o mundo por uma fechadura, deveríamos olhar a vida de cima. Sempre quis me ver livre dessa condição humana idiota. Pra mim o pior castigo de todos sempre foi viver presa a este corpo sucumbido a tantas regras imbecis. Deveríamos nos rasgar para escapulir todos os sentimentos. O mundo se tornaria poesia e nela viveríamos livres e felizes, Há quem diga que isso não passa de um delírio, uma alucinação. Pois não o trocaria por nenhuma sanidade conveniente. A minha liberdade é o meu fio condutor, sem ela jamais me arriscaria, jamais seria tal criatura feliz e aparentemente suicida e a morte, com certeza meu caro, seria algo certo, estupido e bem casual.
Eu gosto de gente que se importa. Gente que sorri. Gente que sabe pedir desculpas.
Anônimo (via bilkend)
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